No Norte Pioneiro a BR-153 está atualmente muito bem conservada entre Jacarezinho, onde é pedagiada, até Ibaiti. Embora com menos movimento que a PR-092, a rodovia se coloca tão importante para a região quanto a estrada estadual, por se tratarem de importantes corredores ligando o Estado de São Paulo ao Sul do Paraná.
De Ibaiti até Ventania, porém, o estado de conservação da rodovia é pior, e apresenta um grande fluxo de veículos – sendo a maior parte deles de caminhões.
Já de Ventania a Tibagi o cenário volta a melhorar, porém com uma ressalva: o ar “fantasmagórico”, já que o movimento ali é tão pequeno a ponto dão trecho ser considerado inseguro por muitos motoristas.
Em todo caso, se o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) já sofre para manter a caótica 092 em bom estado de conservação, e assumir outros trechos com quase tanto tráfego (lê-se custos de manutenção) poderia prejudicar ainda mais a malha rodoviária da região, já que a verba, no limite ou muitas vezes até deficitária, teria que ser ainda mais dividida.
Vale dizer, porém, que o trecho da 153 de Jacarezinho até depois de Santo Antônio da Platina está sob concessão a uma concessionária, não gerando novos custos ao governo do Estado.
BR-369
Outro trecho importante para a região que voltará para o Estado seria a BR-369 de Jacarezinho a Andirá.
No entanto, este trecho está no mesmo pacote de concessão da 153 entre Jacarezinho a Santo Antônio, também não trazendo novos ônus ao cofre paranaense.
NO ESTADO
O governo do Paraná estima que os quase 1000 km de rodovias representarão um gasto para o cofre estadual de ao menos R$ 200 milhões ao ano. Também afirma que o Denit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) ficará responsável pela concessão de apenas 700 km no Estado. O restante da malha rodoviária paranaense está sob concessão de concessionárias.
O acordo entre estados e União transferindo as rodovias para responsabilidade dos governadores aconteceu em 2002, em troca de receitas antecipadas oriundas dos cofres federais.
Contudo, a troca de governos entre Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva acabou por adiar o acordo.
Em 2006 o governo Federal aceitou assumir a conservação destes trechos por um período provisório, ainda postergando o acerto por mais duas vezes.
Além do Paraná, os outros estados mais prejudicados com a devolução das rodovias são Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Ao todo, são 14,5 mil quilômetros de trechos rodoviários por todo país a serem devolvidos aos estados, o equivalente a 19% da malha federal. Os estados, por sua vez, devido à crise financeira, relutam em aceitar as rodovias.
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